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quarta-feira, 25 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Caricatura

Apresentador Licio Oliveira do programa "Giro com Licio"
Confira a entrega desse desenho domingo dia 22/04 às 20h15 na TV Baiana - canal 15

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Crime Perfeito _ Cena 1


O crime perfeito

Sentados nas escadarias do pequeno coreto, de frente para a única igreja do povoado, três amigos descansam após o almoço e observam a movimentação dentro da igreja.

Afonso: (com voz abafada ainda pela comida na boca) – É... O véi bateu as botas mesmo né.

Golias: - Ouxe! E se bateu!

Afonso: (ainda com voz abafada) Foi morte matada?
Teodoro: - Dizem que só encontraram o crucifixo depois.
Golias: - Tava dentro do...
Teodoro: ... Se tava!
Afonso: (rindo e engasgando) – Ôrri! Mar também, só assim pro véio gemer!
Todos riem
Golias: - Fala assim não... O homi era santo. Tu quer ir pros inferno?!
Teodoro: - Ó lá, ó lá! Já tão tirando o presunto.
Todos ficam em silêncio só observando
Afonso: (com voz dura, indignado e gesticulando) - Santo não que ele não fez milagre porra nenhuma! Era padre, e só sabia...
Teodoro: - Cês são bestas demais. Num tão vendo que o homi morreu?!
Afonso: - Antes ele do que eu. Que o Diabo carregue ele e o...

Golias: - ... Qui... Nem acharam... Sumiu tudo!
Teodoro: - É...
Afonso: - O Diabo que tá com sorte... Vai receber hóspede rico! (Levantando da escada, pegando sua bicicleta velha e enferrujada). Ói, cês quer saber?! Vô me embora! Tocar meu rumo que eu ganho mais que ficar aqui falando desse véi discarado!
Os três amigos se levantam e saem andando empurrando duas bicicletas velhas e enferrujadas.
Teodoro: - Pera só um instante que eu vou falar aqui com meu cumpadi. (se afasta dos amigos e entra num bar)

Afonso: - Rpz, vê só a veia ali carregando a trouxa. (de braços cruzados apontando com a cabeça para uma senhora que caminha do oturo lado da rua)

Golias: (com ar de espanto) - Estranho... Ela tinha sumido!
Afonso: (com ar de desconfiança e safadeza) - A que perdeu tudo no puteiro... É... Vendeu o teto e as puta! (Com um palito na boca e sorrindo de canto). Podia ter me dado uma ... (ajeitando o palito na boca) As buceta tudo cabeluda, mas ainda quentinha...

Do outro lado da rua, a velha deixa cair da trouxa um crucifixo ensanguentado enrolado numa calcinha. Desconfiada, ela percebe que algo caiu, porém continua seu caminhado rápido e desajustado pela idade e doença.
Afonso: (com os olhos serrado e fixos na cena da velhinha) – Pois eu já to inteiro da história...
Golias: - Deve tá indo se embora pra outro canto... A cidade aqui perto.
Afonso: - Pois não... Eu to sabendo é de tudo... Essa puta velha se apegou foi com a grana que o padi enfiava no fundo na santa...
Teodoro chega
Teodoro: - E aí, tão falando do quê?
Afonso: - Das puta e dos cú cheio das grana.


Fim


Texto e Ilustrações: Priscila Pimentel

sábado, 7 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sobre Processos Criativos


PAREYSON, Luigi. Estética – Teoria da Formatividade. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. – Petrópolis – RJ: Vozes, 1993



FICHAMENTO


O processo do formar se baseia no experimento acertado, porém não definido.
A formação da obra de arte exposta nesse texto explora o processo da produção e da forma sem definições, Pareyson vai além da teoria filosófica que procura significados e funções a partir da intuição e expressão.


A obra de arte respira e dialoga com o seu criador utilizando a linguagem livre de significados fixados a partir do seu modo de fazer. As constantes tentativas que visam driblar as regras fixadas nos objetos, apresentam o real modo de fazer que foge da situação comum e cômoda. Quando o modo de fazer recebe as condições para o seu aprofundamento, simultaneamente atingimos o fazer que conceitua o resultado final.


Pareyson também esclarece as ligações entre êxito e regra. O processo de experimentações exige um segmento de início, meio e fim, uma regra estabelecida porém que nem sempre levará ao êxito imaginado, mas que nem por isso deixará de ser um êxito, e é nesse ponto que a análise filosófica se perde por instantes pois o caminho livre se esbarra em outras referências até então não pensadas e insights movidos por experiências outras, essa é a invenção do modo de fazer com características artísticas.


O texto questiona o que pode ser considerado “sucesso” dentro desse processo de tentativas criativas. Um esboço, por exemplo, é um conjunto de ideias estabelecidas por uma estrutura adaptável a uma situação determinada esse esboço mesmo não concretizado, ainda no papel, ele supre as necessidades iniciais levando em conta um início, meio e fim para a resolução do “problema” (necessidade), logo ele atingiu o sucesso. Ele passou por todo o procedimento das tentativas.




RESUMO


O texto apresentado faz parte do terceiro e último momento da coleção que aborda a estética. Nas páginas analisadas, é possível caracterizar o livro como uma espécie de manual sobre como se dá o processo de criação com e sem os resultados planejados, porém sempre seguindo um mesmo procedimento de tentativas que por si só pode ser classificado como sendo um resultado de êxito por ter seu início a partir de uma necessidade desenvolvida através de insights e experiências vividas e estudadas que conduziram a um resultado artístico.


Em 20 subtemas, Pareyson organiza sua linha de pensamento tendo o “inventar” como palavra-chave que move todo o processo criativo que por vez “confunde” algumas análises filosóficas que exploram a teoria das tentativas do fazer artístico, este que por sua vez é um processo técnico e criativo ao mesmo tempo.



Texto: Priscila Pimentel