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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"SUJEIRA PRA TODO LADO"

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As labaredas não me fazem ter dúvidas, a Inquisição persiste. Talvez os mais apressados pensem ser esta uma defesa da rebolativa professora que subiu ao palco para dançar uma das mais recentes pérolas da música baiana, mas não o é.

O que para mim é tão revoltante, óbvio ululante em neons que piscam pela noite de breu, é que a incoerência, a parcialidade e as cegueiras do conhecimento (como diria Morin) continuem perenes História adentro.

Ícone da Educação, a atitude da professora não é condizente com a sua condição magnânima na sociedade, qual seja, educar, dar exemplos! Pena que o seu papel não seja tão importante quando se trata da sua remuneração, por exemplo.

A incapacidade humana de analisar o todo e não apenas as partes é absurda, quando não entendiante, como na mínima possibilidade de debater coisas deste tipo, no caso “a vergonhosa atitude da professora”, com aquela calcinha “toda enfiada”.

A cena é patética por si só.

O que me atrai deveras é entender por que diabos uma música como essa existe? O que me atrai mais ainda é entender por que diabos II esta música toca na rádio, dentro dos carros e casas, EDUCANDO, enquanto uma professora é punida por fazer o que todo mundo ouve impassível, ou mesmo aos requebros?

O que me atrai neste caso é compreender por que uma professora é demitida, enquanto Sarney “todo enfiado” na presidência do Senado não é retirado, por deixar “toda enfiada” a folha de pagamento da importante instituição do Legislativo, com seus parentes?

Enfim, talvez o fato de ser "fêmea" evoque a Eva primordial que toda mulher encerra, e mereça ser punida por fazer do seu glúteo a maçã que corrompe. Talvez, por ser professora, mereça ser punida para parecer que alguém se preocupa realmente com a Educação neste país.

A minha impotência se da aí, quando ao invés de colocarmos o todo em debate, sucumbimos aos sintomas de uma sociedade que insiste em se fazer pequena e alienada.

Bom seria se o problema do Brasil se resumisse a coreografias vulgares em cima dos palcos, mas a verdadeira e pior vulgaridade, que faz do nosso lindo país um dos mais desiguais do mundo, costuma acontecer entre quatro paredes, em escritórios e gabinetes de gente com trajes compostos, de corte fino e moral acima de qualquer suspeita.

Mas, entre quatro paredes pode.

Texto: Profa. Daiane Oliveira Graduada em História pela UNEB Professora da Rede Estadual e Particular de Ensino da Bahia




quarta-feira, 23 de setembro de 2009




Essas pinturas acima foram reproduzidas por mim com telas recicladas, todas óleo s/ tela, 30x30cm. Fotografia de Dana Rebouças.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Apesar de colocar o “comportamento” como objeto da Psicologia, o Behaviorismo foi, desde Watson, modificando o sentido desse termo. Hoje, não se entende comportamento como uma ação isolada de um sujeito, mas sim, como uma interação entre aquilo que o sujeito faz e o ambiente onde o seu “fazer” acontece. Portanto, o Behaviorismo dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente, entre as ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações).
(BOCK, Ana Mercês Bahia. Psicologia: uma introdução ao estudo de psicologia / Ana Mescês Bahia Bock, Odair Furtado, Maria de Lourdes Trassi Teixeira. – 13ª Ed. Reform. E ampl.- São Paulo: Saraiva, 2002. Cap. 3 – O Behaviorismo; p.45 – O Estudo do Comportamento.)

O comportamento do indivíduo é o resultado de toda uma sociedade ao redor, de seu ambiente familiar (religião, cultura, educação, saúde, política,...), essa concepção de ambiente proporciona a cada indivíduo uma concepção particular que gera o seu desenvolvimento humano como um ser plástico que agrega a si as condições necessárias, e a esses acertos agregados, essas experiências sensoriais, são definidas novas experiências, conhecimentos pessoais, conhecimentos derivados, a esse processo chamamos de empirismo, uma corrente filosófica que afirma a respeito dessas experiências do desenvolvimento humano um conhecimento controlado através de manipulação que fundamenta o indivíduo como um ser que busca inteiramente maximizar o seu prazer e minimizar sua dor, isso levando em consideração um segundo indivíduo que proporciona prazer e dor também, um exemplo de manipulação de um elemento presente no espaço, esse segundo indivíduo nesse estudo então é conhecido agora como um estímulo para o primeiro sujeito, o manipulador, a resposta a tudo isso é a reação. Importante registrar aqui a existência do chamado reforçamento, uma mudança nesse comportamento onde o sujeito é provocado por diversos estímulos, reações de suas próprias ações naquele ambiente onde vive ou pratica, consequências positivas que aumentam a sensação de prazer e estimulam o crescimento na freqüência dessa ação. Fica claro então que uma das características básicas para o desenvolvimento de um ser humano é a atenção reservada para o ambiente em que vive, entender como e porquê tais ações foram geradas, suas origens e o psicológicos de seus personagens pois a reação a ser gerada a partir daí, a atenção proporcionada, será uma aprendizagem , um estímulo ou não que reforçará ou punirá suas ações posteriores, seu comportamento futuro.
texto Priscila Pimentel

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

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Detalhe do monumento em homenagem a Independência da Bahia, praça do Campo Grande -Salvador-BA

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
Detalhe do monumento em homenagem a Independência da Bahia, praça do Campo Grande -Salvador-BA

......................Fotos Priscila Pimentel
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

refletindo sobre o texto...

Por que sacrificamos tanta energia à nossa arte? Não é para ensinar aos outros, mas para aprender com eles o que nossa existência, nosso organismo, nossa experiência pessoal e ainda não treinada tem para nos ensinar; para aprender a romper os limites que nos aprisionam e a libertar-nos das cadeias que nos puxam para trás, das mentiras sobre nós mesmos, que manufaturamos cotidianamente, para nós e para os outros; para as limitações causadas pela nossa ignorância e falta de coragem; em resumo, para encher o vazio em nós; para nos realizarmos. A arte não é um estado da alma (no sentido de algum momento extraordinário e imprevisível de inspiração). A arte é um amadurecimento, uma evolução, uma ascenção que nos torna capazes de emergir da escuridão para uma luz fantástica.
GROTOWSKI, Jersy. Em Busca de um Teatro Pobre. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. 1968, p.211.


A arte como profissão ou função social, como laser, como terapia, como atividade qualquer, a arte é um meio para se exercitar atividades neurológicas que criam conexões facilitadoras para raciocínio mais rápido e lógico, e causa tanto fascínio e admiração pelas inúmeras possibilidades de mover a criatividade para os quatro cantos da mente como um processo de pesquisa camuflado pelos impulsos das emoções produzidas. Dedicamos nossa energia a esta e a qualquer uma outra atividade escolhida com o coração e administrada pela mente, e não o contrário, o contrário talvez seria o de se permitir a inércia de sua existência como ser pensante e atuante, essa é a verdadeira prisão que se pode estar, é o total abandono de suas características como ser humano, contudo não cabe a nós desqualificarmos os demais campos do conhecimento pois cada ciência possui sua equação para se perceber o mundo e sua sociedade, os artistas, os filósofos e os místicos se diferenciam talvez pela rapidez com que tais informações são absorvidas. (texto Priscila Pimentel)
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

...reflexões bem particulares

Neste instante estou lendo um livro de Psicologia, logo mais estarei numa sala de aula fazendo uma prova e depois irei ao cinema. Enquanto isso, tenho sede e tomo um refrigerante na cantina da escola; sinto um sono irresistível e preciso de muita força de vontade para não dormir em plena aula; lembro-me de que havia prometido chegar cedo para o almoço. Todos esses acontecimentos denunciam que estamos vivos. Já a ciência é uma atividade eminentemente reflexiva. Ela procura compreender, elucidar e alterar esse cotidiano, a partir de seu estudo sistemático.
(BOCK, Ana Mercês Bahia. Psicologia: uma introdução ao estudo de psicologia / Ana Mescês Bahia Bock, Odair Furtado, Maria de Lourdes Trassi Teixeira. – 13ª Ed. Reform. E ampl.- São Paulo: Saraiva, 2002. Cap. 1, A Psicologia ou as psicologias; p.16 – O senso comum: conhecimento da realidade.)
A realidade é o instante oportuno para se relizar algo com maiores chances do seu resultado não sair totalmente como imaginamos, ou dar errado, somente o imaginário é perfeito e tende a nos remeter a boas lembranças e sensações de prazer e felicidade plena, conexões neurológicas mais viáveis para servirem de estímulos sempre em situações mais confortáveis, contudo a certeza da não totalidade do êxito nos leva a não aceitar a realidade por completo, o medo de errar gera frustração e acelera o processo da falha pois produz a tensão que bloqueia os estímulos do raciocínio lógico e rápido. O conhecimento da realidade é antes de tudo a aceitação como ser pensante e atuante a confiança em si próprio e nas atividades que serão assim realizadas pelo indivíduo a fim de passar algo adiante, pois no instante em que essa atividade é realizada, os estímulos produzidos devem servir de exercícios para nossa criatividade dando sempre ênfase as experiências positivas, gerando conexões mais intensas que possibilitam raciocínio mais rápido, coerente e positivista. (texto Priscila Pimentel)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ivete Sangalo será personagem de filme de animação; veja prévia

19/08/2009 - 11:21
Da redação por: Cássio Lignan
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A cantora Ivete Sangalo divulgou nesta terça-feira (18/8) via Twitter uma amostra do filme de animação "Ivete Stellar e a Pedra da Luz", que está em produção pela Cacomotion.

O filme "narra a história de uma cantora que precisa lutar contra um maligno imperador para restaurar a alegria que existe no universo", informa o site da produtora. A personagem principal é uma versão animada de Ivete Sangalo.

Criado e dirigido por Renato Barreto, "Ivete Stellar e a Pedra da Luz" está em fase de produção e captação de recursos e ainda não tem data prevista de lançamento.

Confira abaixo uma prévia do filme.
http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/18576-ivete-sangalo-sera-personagem-de-filme-de-animacao-veja-previa.html


Fonte: http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/18576-ivete-sangalo-sera-personagem-de-filme-de-animacao-veja-previa.html

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Quando as Máquinas Param", montagem do cenário

Foto da maquete do cenário do espetáculo "Quando as máquinas param" de Plínio Marcos.
Cenário de Maurício Pedrosa, assistência de Priscila Pimentel, Fred Alvin, Ramona Azevedo e Karla Rúbia.

Cenário de uma casa de classe baixa.
Da esqueda para direita: Priscila Pimentel, Maurício Pedrosa e Fred Alvin.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Espetáculo: QUANDO AS MÁQUINAS PARAM




















FICHA TÉCNICA

A relação afetiva e amorosa de um jovem casal colocada em risco através da poesia dramática do genial Plínio Marcos.

Espetáculo de graduação em Interpretação da Escola de Teatro da UFBA.

- Elenco:
ELIANA OLIVEIRA
UILLIAM FERREIRA


- Direção: HARILDO DÉDA
- Cenário: MAURÍCIO PEDROSA
- Iluminação: EDUARDO TUDELLA
- Assistente de Direção/Produção: Wendel Damasceno
- Operação de Luz: Tarsila Passos
Mona Clara
- Fotografia: Luis Alberto Gonçalves
- Procução Visual: Adriano Big
Ctrl+Design Gráfico
- Assistentes de Cenografia:
Fred Alvin
Ramona Azevedo
Priscila Pimentel
Karla Rúbia
- Cenotécnicos:
Ademir França
Reinaldo Costa
Alfredo Costa
- Rádio:
Lycia Pescana
Gideon Rosa
Daniel Rabello
- Agradecimentos:
Mestre Haroldo
Hamilton Lima
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Theatro XVIII abre inscrição para o "Ed, o Tal"

Está aberta a inscrição para o 'Ed, o Tal.', projeto do Theatro XVIII que abre espaço para temporadas de espetáculos de teatro, música e exposições de artes visuais, direcionado à profissionais residentes na capital baiana. A inscrição vai até 28 de agosto e deve ser realizada pelo e-mail: edotal.theatroxviii.com.br.

O resultado do programa será divulgado em 14 de setembro no site da instituição (www.theatroxviii.com.br).

Com o 'Ed, o Tal.', esses profissinais terão a oportunidade de apresentarem projetos inéditos no cenário soteropolitano. Os trabalhos serão expostos de forma gratuita entre outubro deste ano e junho de 2010.Aos grupos de teatro, o 'Ed, o Tal.' reserva doze apresentações, com direito a operadores de som e luz, contra-regra, acesso ao acervo de figurino e local para ensaios. Já os grupos musicais terão direito a três apresentações e os artistas visuais a um mês na galeria.

Os interessados em concorrer podem ter acesso a ficha de inscrição e ao regulamento no site do Theatro XVIII (www.theatroxviii.com.br).

FONTE: A TARDE On Line

Mais informações pelo telefone (71) 3334-0887.
Site http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1206066#


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sexta-feira, 31 de julho de 2009

PROCESSO SELETIVO EBA/UFBA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA DE BELAS ARTES
Departamento de Expressão Gráfica e Tridimensional

Av. Araújo Pinho, 212, Canela - Salvador / BA - CEP 40.110-150 Fone: (71) 3283 7920 Fax: (71) 3283 7916
E-mail: ebadept2@ufba.br

PROCESSO SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTE POR TEMPO DETERMINADO EBA/UFBA.

O edital nº. 08/2009, anexo (favor ler edital anexo na integra), da Universidade Federal da Bahia contempla o Departamento de Expressão Gráfica e Tridimensional da Escola de Belas Artes com 01 (uma) vaga no Processo Seletivo para Contratação de Docente por Tempo Determinado. Sendo elas:

1. EDITAL INTERNO ANEXO.
EBA153 – Fotografia I-A (ementa anexa).

INSCRIÇÕES – Período e horário:
De 03/08/2009 à 12/08/2009, nos Departamentos da Escola de Belas Artes UFBA (fone: 3283-7920), das 08h00min às 11h30min e das 13h00min às 16h30min.



Passo a passo:
Os candidatos interessados deverão entregar nos Departamentos da Escola de Belas Artes – UFBA (Rua Araújo Pinho, 212, Canela), as seguintes documentações:

1. Ficha de inscrição (Formulário D, anexo) devidamente preenchida e assinada.

2. Documentação Necessária – Fotocópia e Original:

a. Carteira de Identidade.
b. CPF.
c. Título de Eleitor c/ comprovante da última eleição ou Declaração de Quitação com a Justiça Eleitoral (site: www.tse.gov.br).
d. Carteira de Reservista (PARA CANDIDATOS DO SEXO MASCULINO).
e. Diploma(frente e verso).
f. Diploma de maior Titulação(frente e verso).

Obs.: NÃO É PRECISO AUTENTICAR EM CARTÓRIO, AS CÓPIAS SERÃO AUTENTICADAS NO DEPARTAMENTO.

Boleto Bancário pago.
Acessar Boleto Bancário no endereço:
www.supac.ufba.br
Ou no link:
http://www.sgc.ufba.br/sgcboleto/BoletoProf/EBA.Html
Preenche-lo com nome completo e número do CPF.

Currículo e Portfólio.

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IMPORTANTE:
Só será aceita a inscrição do candidato que cumprir, rigorosamente, as solicitações acima especificadas

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EDITAL INTERNO Nº 01/2009.

PROCESSO SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE DOCENTES POR TEMPO DETERMINADO

EBA153 – FOTOGRAFIA I-A

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Maiores informações:

ESCOLA DE BELAS ARTES
Departamento de Expressão Gráfica e Tridimensional
Av. Araújo Pinho, 212, Canela - Salvador / BA - CEP 40.110-150 Fone: (71) 3283 7920 Fax: (71) 3283 7916
E-mail:
ebadept2@ufba.br

Prof. Dr. Ricardo Barreto Biriba
Chefe do Departamento Expressão Gráfica e Tridimensional
Escola de Belas Artes
Universidade Federal da Bahia

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vendo CHASSIS de tela

Meus queridos amigos e colegas de profissão, quero informar a todos que estou vendendo chassis de tela de diversos tamanhos:
130x200cm
100x150xm
50x70cm
30x30cm
Quem tiver interesse em comprar, favor entrar em contato comigo através dos cel: 8861-6685 ou e-mail: priscilapimentel11@hotmail.com / priscilapimentel_@hotmail.com

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
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segunda-feira, 20 de julho de 2009


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terça-feira, 14 de julho de 2009

CONFERÊNCIAS COM CURADORES DE ARTE

Resumo:

A Aliança Francesa realiza conferências sobre curadoria com Eric Corne e Muriel Enjalran. Eric Corne é o curador da exposição Arte na França 1860-1960 – O Realismo, em cartaz no MASP e no MARGS entre maio e agosto pelo Ano da França no Brasil, e Muriel Enjalran foi curadora da exposição Continentes à Deriva dos artistas Ângela Ferreira, Bouchra Khalili e Caetano Dias, em Sète, na França.

Onde: Teatro Molière (Aliança Francesa de Salvador)
Quando: 16/07, 19h

Entrada Franca
Realização: Aliança Francesa


Release Completo:


A Aliança Francesa realiza conferências sobre curadoria com Eric Corne e Muriel Enjalran. Eric Corne é o curador da exposição Arte na França 1860-1960 – O Realismo, em cartaz no MASP e no MARGS entre maio e agosto pelo Ano da França no Brasil, e Muriel Enjalran foi curadora da exposição Continentes à Deriva dos artistas Ângela Ferreira, Bouchra Khalili e Caetano Dias, em Sète, na França.

Eric Corne apresenta em Salvador a conferência O Realismo à Distância: os realismos da pintura na França 1860, 1960. Reencontro com o Realismo no Brasil, baseada na curadoria da exposição Arte na França 1860-1960: O Realismo, que integra o Ano da França no Brasil e esteve em cartaz no MASP entre 16 de maio e 28 de junho e estreia no MARGS em 14 de julho. A exposição conta com cem obras, metade delas do próprio acervo do MASP, a outra parte vinda do Museu Berardo, em Portugal, e de instituições francesas como o Musée d’Orsay. Arte na França 1860-1960: O Realismo tem três grandes objetivos: apresentar um panorama amplo da pintura francesa, colocar em pauta o tema e ampliar as possibilidades de leitura a partir da aproximação de coleções do Brasil, da França e de Portugal. Além disso, ainda procura inserir a produção nacional do período no contexto da escola francesa e mostrar um breve panorama da atual produção pictórica francesa, dos anos 90 e 2000.

Para Corne, o realismo, em suas diferentes interpretações, é um fio condutor que determina uma permanência da arte na França por um século e busca uma semelhança com o real, uma coincidência entre um pensamento social e uma imersão física no mundo, que está sempre em constante reinterpretação.


Na conferência intitulada Sur place, Muriel Enjalran se baseia nos vídeos de três artistas, Justine Triet, Yaël Bartana e Caetano Dias, para explorar as relações históricas, políticas e memoriais de juventudes de três lugares diferentes: um lugar parisiense de manifestações teatrais, um estádio e uma favela. Em sua reflexão, movimentos e deslocamentos são constrangimentos que traduzem uma centena de impedimentos ligados aos contextos sociológicos e históricos desses lugares.

Sobre Eric Corne
Eric Corne foi professor da Ecole nationale supérieure d’art de Bourges (2008-2009), professor e artista-curador da Ecole supérieure des Beaux-arts de Genève (2005-2008). Participou de uma missão para a criação do Centro de Arte contemporânea de Cidade Tiradentes, em São Paulo (2005-2008) e do programa de residências deste projeto: Le Monde n’est à Personne. Entre outras, Corne foi curador das exposições Paris Belgrade, Les affinités électives, Belgrade, Serbie (2006) ; Paisagens Obliquas, Museu Municipal de Faro, Portugal (2009). Ainda, foi membro do júri de Diplôme de l’Ecole nationale supérieure des Beaux-Arts de Paris e participou de diversas intervenções e juris nas Escolas de Belas Artes de Havre, d’Angers, de Caen e Lorient, na Universitdade de Nanterre e no Instituto de Estudos Políticos de Paris.

Sobre Muriel Enjalran
Muriel Enjalran vive e trabalha em Paris onde, desde 2006, é Diretora de Projeto da Association française de Développement dês Centres d’art. É graduada em História e em Arte Contemporânea: Conhecimento e Prática, pela Université de Paris IV, Sorbonne. Desde 2003, foi curadora de diversas exposições, entre elas, Continentes à Deriva (2009): Caetano Dias, Angela Ferreira, Bouchra Khalili e No food for visitors (2008): Julião Sarmento, Lacan’s Assumption. Além disso, já foi jurada de prêmios como d’APARTE / Concours Picker, Genève (2009-2008) e FIAV, Alger (2008).

sexta-feira, 10 de julho de 2009

PORNOGRAFFITI, por dentro do armário - exposição de Rebeca Lawinsky

Corpos suados, pernas torneadas e entrelaçadas em outras, lábios de batom acariciam seios, mãos tocam vaginas, ouço suaves gemidos, contenho minha excitação, e pela fechadura do armário grafitado, tudo são sombras em minha mente.

Abertura: 14/07/09 - 19h
Local: Galeria do casarão da Escola de Belas Artes da UFBA
Av Araújo Pinho n° 212
Exposição: 15 a 24/07
>> > ENTRADA FRANCA

sábado, 4 de julho de 2009

Diretor do V SemCine solta o verbo em entrevista

“PRECISÁVAMOS DE UM EVENTO QUE REUNISSE
QUEM PENSA E QUEM FAZ CINEMA” - WALTER LIMA

Idealizador e organizador do Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, o cineasta baiano Walter Lima está firme e entusiasmado, “apesar das dificuldades”, para fazer acontecer a quinta edição consecutiva do evento, de 27 de julho a 1o de agosto, em Salvador – no Teatro Castro Alves, Teatro Martim Gonçalves e Hotel da Bahia. Durante seis dias, centenas de pessoas estarão acompanhando e participando das múltiplas atividades de mesas-redondas, debates, exibição de filmes, mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros e estrangeiros, lançamentos e estreias de longas-metragens nacionais e de outros países. Paralelamente, diretores, produtores e distribuidores estarão negociando a compra, venda e distribuição de produções cinematográficas e multimídias para o mercado interno e internacional. Abaixo, uma entrevista com Walter Lima sobre a trajetória e a importância do Seminário. “O povo precisa gostar mais do cinema brasileiro”, afirma.

POR QUE A IDEIA DE REALIZAR O SEMINÁRIO DE CINEMA?

Walter Lima - Na Bahia não tínhamos um evento internacional que projetasse o nosso estado para fora do Brasil. Existem a Jornada de Cinema e o Panorama de Cinema, mas não são eventos que promovam debates nem rodadas de negócios envolvendo produtores e distribuidores. Sentíamos falta também de algo de peso para atrair o público, como lançamentos de filmes de peso, de grandes diretores. No início eu pensei em fazer o Bahia Film Fest. Mas o formato era ‘furado’ porque mostra competitiva precisa ter tradição e repercussão, como os festivais de Veneza, Berlim, Cannes, Roterdã e Cuba, senão ‘queima o filme’. Nos grandes festivais os filmes repercutem. Então eu desisti. Depois pensamos um formato mais completo que reunisse quem pensa e quem faz cinema, surgindo aí o Seminário, que é um festival com ingredientes a mais, que são os debates e os negócios. Os produtores estrangeiros estão à nossa disposição; só que em um festival de Cannes, por exemplo, nós da periferia nem chegamos perto deles. Mas eles estão aí. Os que vêm para o Seminário são os mesmos de lá da Europa.

DE QUE MANEIRA O SEMINÁRIO CHEGOU ATÉ 2009?

WL - Este é o quinto ano consecutivo. A primeira edição foi realizada na Reitoria da Ufba, e o segundo, já com a projeção de filmes além dos debates, foi estendido para o Teatro Castro Alves (casa lotada na exibição de “O Corte” com a presença do próprio diretor grego Costa-Gravas), e o Hotel da Bahia. No segundo, fizemos o Encontro de Produtores Ibero-americanos, e no terceiro, o Encontro de Produtores de Países de Língua Latina. Já na quarta edição e também este ano, definimos uma abrangência ainda maior, realizando o Encontro Internacional de Produtores e Distribuidores de Cinema e TV, com uma média de 15 convidados estrangeiros, entre produtores e distribuidores, principalmente europeus. O Seminário convida diretamente os profissionais de outros países. Já os brasileiros são convidados através de uma parceria com o Programa Cinema do Brasil.

O QUE ACONTECE NAS RODADAS DE NEGOCIAÇÕES?

WL - Você tem um produtor com um filme pronto, que quer botar esse filme no mercado europeu, na TV, por exemplo. Por outro lado, um cara de lá tem interesse em jogar um filme no mercado daqui. Então, durante o Seminário, eles fazem contato com os distribuidores. Este ano estamos trazendo um vendedor internacional da empresa francesa Celluloid Dreams, a maior do mundo no setor. Se ele gostar do filme, a carreira internacional está garantida. Outro bom negócio é o da coprodução envolvendo países. As televisões compram muito esses projetos. Mas a TV entra no Seminário enquanto filme de arte, documentários, filmes experimentais, animação, filmes que se preocupam principalmente com a linguagem cinematográfica. Filme meramente comercial não interessa ao Seminário porque existe uma mesmice, o que chamo de realismo publicitário, que não traz nenhuma novidade. Talvez funcione nos Estados Unidos, mas não aqui.

COMO TEM SIDO A REPERCUSSÃO DO SEMINÁRIO E QUAIS OS DESTAQUES DESTE ANO?

WL - Sem dúvida, tem crescido a cada ano, apesar das dificuldades e do orçamento cada vez menor. Uma prova do bom resultado é O Lounge Multimídia que acontece no Foyer do TCA, espaço destinado às mídias eletrônicas, com uma programação extensa que inclui performances e DJs, proporcionando a interação entre os participantes. Essa programação começou timidamente na terceira edição, e no ano seguinte já registrava uma média de quatro mil visitantes por dia, notadamente o público jovem. O Lounge Multimídia tem o patrocínio da Oi Futuro. Já a mostra de longas-metragens traz sempre novidades. Este ano, o público assistirá à pré-estreia nacional e internacional do filme “Pau Brasil”, de Fernando Belens, e contará com películas inéditas premiadas, como “Karamazov”, do diretor tcheco Petr Zelenka, e “La Buena Vida”, do chileno Andres Wood.

E QUANTO À RETROSPECTIVA GODARD E A MOSTRA DE CURTAS BRASILEIROS?

WL - Esta mostra faz parte da programação oficial do Ano da França no Brasil. Vamos exibir 15 filmes de Godard. É uma homenagem aos 50 anos da Nouvelle Vague e ao cinema autoral. Godard é um revolucionário, faz o cinema diferenciado. Não está na narrativa literária, assim como Glauber, mas não é delirante como o cineasta baiano; Godard é mais contido, frio, do jeito europeu. Ele faz um cinema que eu chamo poético filosófico. Já a mostra competitiva reúne curtas-metragens brasileiros e tem premiação para o primeiro lugar. O vencedor ganha a finalização do filme e equipamentos cinematográficos das empresas Quanta e Tele Image.

QUAL A SUA EXPECTATIVA PARA ESTA QUINTA EDIÇÃO? E AS DIFICULDADES?

WL - Acho que vai ser muito bom. Estamos dando nó em pingo d’água, com recursos muito pequenos para um evento de estrutura tão complexa. Somente os dois projetores que estamos trazendo de São Paulo - porque aqui na Bahia infelizmente não tem - o aluguel de uma semana custa R$ 25 mil, cada um. É um investimento muito alto, mas tem que ser feito, se quisermos qualidade. O Seminário é bom para a Bahia e bom para o Brasil. Segundo o pessoal do Programa Cinema do Brasil, este é o melhor encontro de produtores do País, o mais interessante e o mais organizado. No Sudeste comenta-se que neste formato é o terceiro melhor evento, perdendo somente para o Festival do Rio e a Mostra de Cinema de São Paulo.

COMO ANDA O CINEMA NOS DIAS DE HOJE?


WL - O filme precisa emocionar. Não dá para sair do cinema para ir comer uma pizza sem se tocar, sentir raiva, indignação, alegria, sair cantando ou seja lá o que for. O bom filme tem que ter o poder do artista, que é o diretor. Ele é quem tem de dizer o que quer.
Por sua vez, o povo precisa gostar mais do cinema brasileiro. Às vezes tem uma comédia idiota que faz sucesso. A saída do cinema nacional é o mercado externo. No exterior, principalmente na Europa, somos mais respeitados do que aqui. O Brasil é líder em produções na América do Sul, mas o nosso cinema não tem presença forte no continente porque falta a mídia internacional. Aí não acontece nada. Por isso, discutir as estratégias de mercado é fundamental. Antigamente, fazer um filme baiano, como “Redenção” (1959), de Roberto Pires (1934-2001), era um acontecimento, lotava o cinema. Mas hoje o público está perdendo o interesse. Antigamente tínhamos 12 milhões de pessoas em uma temporada. Hoje, um filme de sucesso faz no máximo 5 milhões. Por outro lado, quando é festa, todo mundo vai, mas o cinema, assim como o teatro, é um ensinamento. A pessoa precisa ter interesse em aprender, de participar dessas experiências fantásticas.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

>> >> > Sugestão de filme:

CINEMA DA UFBA
Av. Reitor Miguel Calmon, s/n. Vale do Canela. Ao lado das Faculdades de Educação e Administração – PAC
(Pavilhão de Aulas do Canela). Estacionamento Gratuito: estacionamento do PAC


CARAMELO ( Sukkar Banat )
De Nadine Labaki – França/Líbano, 07 - 1:35 - 14. Comédia. Cinco mulheres se encontram regularmente no salão de beleza, onde conversam abertamente. Os temas prediletos do quinteto são amor, sexo e homens.

Diariamente às 18:35

* Para Comunidade UFBA:
- Paga apenas R$ 2,00 na primeira sessão
- Nos outros horários, continua pagando R$ 4,00

* Válido apenas no CINEMA DA UFBA
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domingo, 21 de junho de 2009

I Seminário Cidadania e Diversidade

No dia 15 de maio desse ano aconteceu na cidade de Cruz das Almas o I Seminário Cidadania e Diversidade realizado no Auditório da Pós-Graduação da UFRB uma parceria entre o Grupo LGBT Omni de Cruz das Almas e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Na época não tive a oportunidade de registrar nesse blog o meu agradecimento à Elizangela Gomes (presidenta do Grupo OMNI) pelo convite a mim direcionado para participar do evento (como representante do Coletivo Feminista Marias e da União da Juventude Socialista-Salvador) contribuindo com a mesa de discussão, infelizmente, por motivo de trabalho, não pude ir prestigiar o seminário, mas deixo aqui registrado agora o meu agradecimento pelo convite e a todos os membros do Grupo OMNI por terem recebido a Logo desenhada por mim para ser o símbolo do Grupo OMNI, espero que ela traga boas energias para que a caminhada desse grupo tão sério em suas lutas. As seis argolas com símbolos do feminino e do masculino assim organizadas na ilustração abaixo formam a multiplicidade que é a sexualidade, multiplicidade que pode e deve conviver na devida harmonia, a violência está no desrespeito a essa multiplicidade sexual. Lembro que ao receber o convite de Elizangela Gomes fiquei um tanto tensa e nervosa por não saber como e o quê falar na mesa como palestrante, me imaginei perdida em meio a palestrantes como Olívia Santana (PCdoB-Salvador) uma pessoa a quem admiro, senti-me incapaz de fornecer informações claras a respeito de sub-temas como violência contra homossexuais, então comecei a puxar pela memória nas muitas vezes em que tive o rosto apontado no ginásio, na humilhação que sentia ao ouvir comentários homofóbicos no colegial, na tristeza silenciosa que é ter que lutar por um espaço dentro de meu próprio lar e ter a obrigação de provar minha capacidade intelectual,... Penso que para um homossexual/bissexual/polissexual/transexual, dados estatísticos sobre homofobia servem apenas para ilustrar páginas de jornais e revistas e/ou ocupar lacunas nos noticiários televisivos, e talvez essa minha opinião bastante pessoal seja radical o bastante para ser exposta dessa forma tão pública, mas pra mim o que conta de verdade é a forma como sou cobrada ao acordar, é como irei reagir hoje ao sair de casa tendo que agüentar todos os dedos sendo apontados para mim, é como irei digerir tais comentários violentos na universidade,... Não sou tratada com a mesma poesia que meu semelhante trata alguém heterossexual, e isso sim faz diferença no meu dia de vida, penso que a poesia é tão universal, é um “bom dia” de Sol. Talvez, o que devesse levar para mesa de discussão fosse resumida em uma pequena frase “Ao acordar, receba o Sol com os braços abertos e seja feliz! O que vier de bom depois, é lucro!”

Aproveito o espaço para agradecer também aos palestrantes convidados: Olívia Santana (PCdoB - Salvador), Rafael Carvalho (GLICH - Feira de Santana) e Beth Silva (PT - Salvador).





EDUCAÇÃO!!

VAMOS ENSINAR NOSSO POVO A SER HUMANO!!

Texto de Priscila Pimentel