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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fichamento *

A ENCENAÇÃO CONTEMPORÂNEA

COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA


O conceito de encenação global aqui apresentado refere-se ao processo criativo que leva o uso da imagem como pré-texto para a performance, nesse caso, Koudela destaca o “modelo de ação” como objeto de estudo na construção desse texto que sofre uma imensa influência das teorias, crítica e pensamento de Brecht e seu teatro épico.


A prática pedagógica é conduzida no texto pelo discurso sobre o desejo do ator de querer estar vivo em cena com atitudes inusitadas de um corpo que reage a todos os acontecimentos, ou não, este desenvolvimento é o modelo para uma ação dramática que terá desfechos inusitados mesmo sendo aplicados repetidas vezes numa mesma turma de alunos/atores. O aluno/ator aqui constrói sua linha de raciocínio lógico e criativo, teórico e prático a partir de experimentações utilizando memórias e elementos pessoais. As atitudes experimentais ilustram esse fazer teatral que é previsível nos seus resultados, porém não nas suas formas.


O teatro épico se faz de alimento para a construção e realização da encenação dramática sugerida no texto de Koudela que busca a síntese de cada ator se fundindo com elementos cênicos como iluminação, sons, cenário e silêncio para completar o projeto com impacto.


A estrutura dramática tem como base o imprevisível, esse elemento conduz toda a narrativa, a ação é realizada através do “susto” com imagens apresentadas expontaneamente e que representam a sociedade, o ambiente e suas relações. Como numa ilustração ou fotografia, um universo pronto que envolve um determinado tema em especial é apresentado como palavra-chave que deve instigar o início para a encenação, conforme os atores vão reagindo, essa mesma imagem vai se ampliando e se desconfigurando, todos os seus elementos gráficos vão sendo destrinchados, a leitura se aprofunda, ganha descrição detalhada e densa. Nesse jogo, Ingrid Koudela descreve um experimento realizado com o uso da imagem “Grandibus exigui sunt pisces piscibus esca”, desenho de 1557 feito pelo artista Peter Brüeghel. A autora se mostra satisfeita com tal escolha pois Brüeghel pois tal desenhista era também um ator intérprete, um copista que ilustrava a sociedade que vivia e que traduzia em forma de desenhos e pinturas exercitadas ao lado do pai que também era pintor. Brüeghel, assim como Brecht, esmiuçavam a sociedade, exercitavam o questionar ao redor dos assuntos mais comuns e inusitados, criavam perguntas que provocavam incômodos com o propósito deles próprios investigarem as respostas interagindo com o universo imaginário, tais pesquisas resultavam no fazer criativo. Nessa pesquisa, a autora deixa claro que tais estímulos criativos podem ser diversos (textos teóricos, assim como letras de músicas, poesias, pequenos objetos ímpares), todos eles podem ser utilizados como elementos para os jogadores/atores pois tudo isso remeterá às mesmas perguntas, sempre instigadas pelo professor/diretor: O que vocês estão vendo? Onde? Aqui? Mais acima? E aqui?... É importante salientar que tal jogo deve ser iniciado com a observação silenciosa e particular da imagem, texto, objeto... O seu conteúdo pessoal será de grande valor para a interpretação e construção do texto cênico individual e coletivo.


Fichamento feito por Priscila Pimentel

sobre o texto de Ingrid Dormien Koudela

domingo, 16 de outubro de 2011

CENOGRAFIA: Show Bossamba

Cenografia referente ao show Bossamba

Sala do Coro do Teatro Castro Alves, 28 de setembro


Equipe de cenógrafos: Priscila Pimentel, Ednei Alessandro, Edla Carvalho, Hamilton, Carmem, Yoshi e Letícia.

Orientação: Agamenom de Abreu e Lorena Peixoto.

Fotos: Priscila Pimentel e Ednei Alessandro



















































quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTES CÊNICAS 2011

MAIS INFORMAÇÕES:

Fichamento*

IV Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade ISSN 1982-3657



SOBRE IMPORTÂNCIAS: SABOREANDO MATERIALIDADES NO PROCESSO DE CRIAÇÃO CÊNICA


O processo criativo relatado nessa pesquisa foca a importância da utilização dos objetos cênicos como incentivo para a concretização da atividade lúdico pedagógica do fazer teatral, não somente como elemento cênico mas principalmente como instrumento condutor da ação criativa do aluno participante atuante e plateia.

A materialidade presente numa atividade teatral de arte educação possui uma identidade múltipla em se tratando da realidade existente na grande maioria das instituições de ensino que adotam o teatro como disciplina curricular e que não possuem uma estrutura adequada que possibilite o aluno que experimentar suas possibilidades corporais e vocais, e isso se agrava quando as turmas são superlotadas e com faixa etária heterogêneas.

O texto aqui apresentado aborda o processo criativo dependente em sua totalidade da realidade vivida e assistida por todos os participantes, uma realidade que possui formas, volumes, cheiros, texturas, cores, pesos, tamanhos, memórias próprias e vontades para novas histórias, novas memórias construídas e imaginadas. Pensar e utilizar um elemento extraído da realidade ajuda a concentrar a turma e conduzir com mais preciosismo a estória a ser encenada. Essa riqueza de elementos acumulados de todos os participantes dá credibilidade e clareza à ação.

O professor de teatro deve salientar a transformação educacional a partir da qualidade da materialidade dentro da prática criativa, redimensionando o espaço como um lugar social e pertencente ao laço afetivo que muitas vezes é passado despercebido pelo aluno que respira aquele ambiente alheio de sua atenção.

As palavras-chave destacadas nesse texto salientam a materialidade, o processo criativo e o ensino de teatro descrevendo um jogo que utiliza uma lona para instaurar uma nova atmosfera que trás o aluno para dentro desse ambiente inusitado e livre, diferente e acolhedor, aberto para o experienciar de improvisações que utilizam imagens, músicas, tecidos, instrumentos e registro fílmico, lembrando sempre que todo professor deve planejar suas atividades para as aulas, entretanto deve sempre exercitar o improviso através das reações dos próprios alunos diante desse universo novo e surpreendente cabendo ao professor somente o apreso pelo equilíbrio na inserção de convenções teatrais.

A linguagem teatral deve ser objetiva e ter seu desenvolvimento crescente e ramificado diante da singularidade dos alunos, a experiência teatral deve também desconstruir a função real dos objetos e dar novo sentido e função, mudar o significado original e permitir que a cena caminhe por um novo viés passando por estudos do processo de Vygotsky, um percurso criador e espontâneo num espaço cênico inusitado repleto de memórias particulares que juntas se potencializam e geram o novo, como defende Fayga Ostrower. A essência que cria deve ser generosa, não possuir hierarquia nem roteiro, ela deve manter o sentido e o respeito pela atividade cênica sempre viabilizando o corpo e a mente para o imaginário do atuante e do grupo.




Fichamento feito por Priscila Pimentel para o PIBIC 2011.2 -


Escola de Teatro da UFBA

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PROTESTO EM FORMA DE CHARGE

ATENÇÃO COMUNIDADE DA UFBA, OS ALUNOS DA FACULDADE DE TEATRO ESTÃO SENDO DESRESPEITADOS!!


sábado, 24 de setembro de 2011

Centro Técnico do TCA



Adereço: Priscila Pimentel

Orientação: Agamenon de Abreu



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nas coxias...

Sala do Coro do Teatro Catro Alves


Foto de dispositível móvel: Priscila Pimentel

Adereço Cenográfico

Confeccionando adereço cenográfico para as costas.


Aqui as asas possuem uma estrutura de arame nº10, forrados com fita crepe branca, papietados com papel metro e cola branca e revestidos com uma camada de pó de serra e uma segunda camada de farelo de serra.


Para o acabamento, as alças do colete que fazem parte da estrutura visível na parte da frente foram revestidas com tecido de cor próxima à cor do farelo de madeira.


Para a confecção da estrutura foi necessário cerca de 1h somente para modelar e cortar o arame.
Para a papietagem, foi necessário cerca de 2hs para a aplicagem do papel com cola e mais umas 6hs para a sua secagem total.


Para a aplicação da textura de madeira, foi aplicada uma camada fina de cola de contato e em seguida o pó de serra. Após cerca de 2h foi aplicada mais uma camada um pouco mais grossa de cola de contato e em seguida o farelo de madeira.



OBSERVAÇÕES:

- Vale a pena lembrar que a cola de contato não deve ser aplicada diretamente com as mãos pois, além de ser tóxica, ela somente é rémovível com solvente;
- A cola de contato não deve ser manipulada em locais fechados e sem ventilação, ou seja, não sigam o exemplo das fotos;

- Existem máscaras específicas para serem utilizadas durante o manuseio com cola de contato.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

CENOGRAFIA: Esboço de poste

A fotografia não favorece a escrita, entretanto o desenho deixa claro a intenção da confecção de um poste cenográfico para um espetáculo musical de mpb e samba.

O processo de confecção não foi fotografado devido à correria e prazo curto para sua entrega.

O objeto em destaque foi totalmente construído com sucata disponível em casa e materiais encontrados no lixo como tubo de papel, papel panamá, papel vegetal, caixa de papelão, cola de contato, cola branca e isopor.



Desenho: Priscila Pimentel

Confecção: Elinaldo Nascimento

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A ABNT e os trabalhos acadêmicos‏

O Eixo da Avaliação da Educação Superior do Grupo de Pesquisa em Avaliação (Linha de Pesquisa Politica e Gestão da Educação da FACED/UFBA) realiza evento gratuito destinados a alunos da graduação, pós-graduação e interessados em saber mais sobre a ABNT.

Vagas limitadas

Inscreva-se já!!!

Entrega do Certificado no dia do evento para inscrições por email até o dia 01/09/2011


CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM

FONTE: Mail

sábado, 20 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CENOGRAFIA: Confeccionando adereço de cabeça

Rê Bordosa


Esta postagem trata do processo de confecção de um adereço de cabeça para a contrução humana da personagem fictícia de História em Quadrinho "Rê Bordosa", clássico dos anos 80 que ilustrava a Revista Chiclete com Banana.


Carismática, Rê Bordosa é a imagem da mulher desbocada, desinibida, alcólatra, fumante, ninfomaníaca e refém de suas manias e desejos absurdos.


A escolha da representação surgiu devido ao carinho que possuo por tal personagem enquanto personalidade e traçado de seu desenho feito por Angeli.


(Foto: Priscila Pimentel)




Antes mesmo da escolha do adereço, é necessário confeccionar o seu suporte, o "capacete" que irá sustentar toda a estrutura do objeto.




Aqui podemos observar a lateral do capacete que foi todo moldado sobre um molde de cabeça de gesso.





A cabeça de gesso foi toda pincelada com vaselina pastosa e papietada com camadas de papel crafiti e jornal intercalados sendo a primeira camada feita somente com papel guardanapo (que pode ser substituído por papel higiênico). No total foram dadas cerca de 7 de papel (1 de papel guardanapo, 3 de papel crafiti e 3 de jornal).







Importante lembrar que na papietagem os pedaços de papel devem ser feitos a mão pois assim suas fibras se soltam mais e se adaptam melhor umas ás outras junto com a cola branca aguada.









Foto da parte de trás do "capacete"









Após a secagem da papietagem, o suporte é retirado no molde de gesso, então é realizado o processo de acabamento em que é recortada a região das orelhas, contorno do cabelo e por fim feito uma abertura na nuca. Para a finalização dessa etapa, utilizamos o arame n°16 para contornar todo o "capacete" com a finalidade de proteger a papietagem, esse arame é preso com pequenos retângulos de fita crepe posteriormente papietada para ficar uniforme e melhor preso.




Essa abertura feita na nuca do suporte serve para o ajuste do objeto na cabeça do ator. Nessa abertura, também pode ser colocado um elástico largo na cor do cabelo da pessoa, esse elástico deve ser colaco com cola de contato.







Suporte já papietado sendo retirado do molde de cabeça de gesso.




Feito o processo de construção do suporte, partimos agora para a etapa de "embelezamento".


Iniciamos o trabalho com a escolha do material, nesse caso, trata-se de vários gomos que precisam ter unidade e serem leves, portanto foi escolhida a espuma para sua construção.




Aqui observamos gomos pequenos feitos com espuma rosa e colados com cola de contato.

Gomos aguardando a cola de contato reagir para posteriormente serem colados.


Importante lembrar que a cola de contato (caracterizada por ser adesiva) precisa de um determinado tempo "descançando" no objeto para poder reagir.


Detalhe dos gomos.


Detalhe do processo de colagem dos gomos.


Importante lembrar que antes da colagem, é fundamental escolher quais gomos deverão ficar na parte superior do capacete, ou inferior, ou lateral... Se possível, faça marcações com caneta na superfície do capacete definindo assim onde cada uma deverá ser colada.


Detalhe do processo de colagem.


Detalhe da parte de trás do adereço de cabeça. Aqui, sua coloração avermelhada foi feita com o improviso de resto de tinta de tecido aguada pintada com a mão, entretanto é fundamental lembrar que essa etapa de tingimento foi IMPROVISADA devido à falta de material adequado, obiviamente que tal acabamento deverá ser refeito com a titna apropriada.


Por fim, a parte interior do adereço deve ser revestido, forrado com feltro ou algum tecido pois diferentes atores poderão utilizar.




Confecção e fotos: Priscila Pimentel


Instruções: Agamenom de Abreu